Esthela Viana

setembro 28, 2008

Internet 2.0

Filed under: Digitado — blogjoresthelaviana @ 2:20 pm
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“Nós somos a Web”

Com a palavra Israel Souza, Webdesigner.

O que é internet 2.0? Seria a internet criada pela NASA?

Não, a idéia da internet 2.0 é bastante simples, inclusive a palavra simples está inserida no contexto. Tempos atrás se ouvia falar em interatividade, hoje em dia a palavra de peso é “relacionamento”. Essa também é a proposta da internet 2.0. A idéia da internet 2.0 sendo explicada de uma forma sintética, seria juntar a simplicidade com o relacionamento.

Quando essa internet 2.0 deve aparecer, ou será que já apareceu?

Eu posso responder essas questões com outra pergunta, que de certa forma se tornou até popular: Você tem Orkut? Já imagino sua resposta. Pois é, eu também tenho, o Orkut. É um dos vários sites que está contido no contexto da Internet 2.0, é um site simples e ao mesmo tempo de relacionamento. Lógico que, como disse, isso é apenas uma forma branda de se explicá-la.
O importante em toda essa história é que, o relacionamento, é o ponto chave dessa internet. Praticamente, sem ele, não existiria esse tipo de internet. Tem o objetivo de gerar uma “inteligência coletiva”.
Hoje, a tendência da web é convergir a essa idéia. As empresas hoje, têm que pensar dessa maneira ou ficarão para trás, acreditam os estudiosos da internet.
Por ser uma internet formada por opiniões, as chances de um serviço crescer com qualidade são óbvias. Posso citar até um exemplo. Imagine uma empresa que deseja verificar se seus produtos estão bem aceitos no mercado.
Umas das formas que essa empresa teria, de aferir o comportamento da clientela, passa pela pesquisa. Pesquisa significa custo, mais um custo. E qualquer empresário sabe que esse trabalho exige muita qualificação etc. Todavia, estando na “onda da web 2.0”,  as informações chegam sem maiores esforços e com enorme fidelidade.
Lembro-me de quando me falaram sobre o Orkut, logo participando desse universo, achei até estranha a pergunta: “Você tem Orkut?”
A palavra me soou como um palavrão.
Você deve ter percebido que nos primórdios do Orkut existiam muitos conflitos de informação etc: “Meu Orkut não sabe contar” (…); ” ‘não consigo entrar no meu Orkut” (…). Porém, o serviço ia melhorando de uma forma até rápida, uma vez que as reclamações eram postadas em comunidades, tópicos ou enviadas por e-mail para central do Orkut. Ou seja, o trabalho que os fundadores do Orkut deveriam ter com pesquisa de satisfação eles simplesmente não tiveram.
O exemplo acima é um simples, mas imagine a mesma situação ou outras do gênero numa corporação de pequeno porte ou gigantes dos negócios, como multinacionais.
Simplicidade é o alicerce. Para um bom projeto, seja ele um site, um brinquedo infantil ou equipamento de alta tecnologia, tudo precisa ser funcional. Tudo tem que ser, funcional. Isso não significa dizer que não observemos a estética. A beleza é fundamental. Hoje em dia estão nascendo sites com essa proposta, é o caso do Google, Youtube, Flickr e outros.
Hoje o internauta não quer saber de um topo em flash que demora horas pra carregar, ou uma página repleta de firulas, acrobacias e cores, tomando seu tempo e lhe aborrecendo. Agilidade, funcionalidade, tudo com o mínimo de esforço.
A Internet 2.0 não pára por aqui. Há muito o que se falar, e há muito o que se descobrir. É apenas uma nova era que está começando. Mas vale destacar aqui alguns pontos que são realidades sobre a Internet 2.0, lógico que não são pontos definidos, até porque essa web muda mais do que um bebê de fraldas.
Essa nova era está començando.
Internet 2.0, pense, contribua, opine. Se relacionar também é uma forma de poder.

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setembro 18, 2008

Blog e jornalismo – A adequação

Filed under: Digitado — blogjoresthelaviana @ 12:08 pm
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“O negócio do jornal nunca foi botar papel em tinta, esse é o negócio das gráficas. O negócio do jornal é a Informação”.

Rosental Alves*

Os blogs vêm ganhando mais usuários a cada dia, assim como vêm aumentando as formas de utilização e os objetivos destas páginas. Eles nasceram como uma espécie de “querido diário”. Com a popularidade que este meio ganhou, a novidade que se inseriu foi uma nova roupagem para as páginas e o início de uma nova tendência jornalística.

Como toda novidade, os blogs estão longe de serem aceitos por todos. Entre jornalistas, estudantes e pesquisadores essa é uma discussão que tem dado “pano para manga”. A discussão se justifica, pois vários pontos importantes do jornalismo são sumariamente esquecidos por muitos blogueiros, assim como a objetividade e a neutralidade.

Não podemos afirmar, no entanto, que conteúdos opinativos são novidade na mídia e que estes não aparecem no nosso querido jornal de cada dia. A opinião sempre tem seu espaço resguardado no jornalismo convencional, embora sempre usada com muita cautela.

Na construção de um blog, a comunicação entre o escritor e o leitor é radicalmente diferente do que se via até bem pouco tempo, já que as duas partes estão em constante compartilhamento de informação em ambos os sentidos. O jornalismo deixa de ser apenas uma transmissão de informações e passa a ser uma comunicação pessoal e horizontal, com direito a réplica, tréplica…

O fato é que os blogs são uma realidade cada vez mais presente no dia a dia, e isso vem mexendo com as estruturas da mídia convencional. Algumas empresas jornalísticas já percebem essa situação e investem nessa nova forma de comunicação. A realidade que vemos é que muitos jornalistas estão virando blogueiros e muitos blogueiros estão desempenhando o papel de jornalistas.

Não podemos dizer que essa nova forma de jornalismo vá substituir o jornalismo convencional. Mas as empresas não podem ignorar essa nova realidade, pois aqueles que se negarem a se abrir para as novas mídias estão fadados a acabarem com um meio de comunicação defasado em suas mãos. Os blogs estão aí, informando e promovendo a comunicação em seu sentido maior.

*Rosental Calmon Alves é um experimentado jornalista brasileiro que participou do lançamento do primeiro jornal brasileiro na internet (Jornal do Brasil, 1995), foi correspondente do JB em Washington e, a partir de 1997, assumiu o posto de professor titular da cadeira de Jornalismo Online na Faculdade de Jornalismo da Universidade do Texas, em Austin.

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