Esthela Viana

outubro 14, 2008

NINJAM (Novel Intervallic Network Jamming Architecture for Music)

Filed under: Digitado — blogjoresthelaviana @ 9:12 am
Tags: , , ,

Para começar a entender a nova febre entre os músicos vamos começar explicando o que é esse tal de NINJAM. Ele é um programa que permite uma colaboração criativa para criar músicas de verdade entre os usuários via Internet. Cada participante pode escutar o outro participante, e também incrementar com sua mixagem pessoal. O programa usa áudio comprimido e permite que você trabalhe com qualquer instrumento ou combinação de instrumentos. Você pode cantar, tocar piano, saxofone ou uma guitarra de verdade com quaisquer efeitos e tipo de amplificação que preferir.

Então resumindo você só precisa de um instrumento musical, um microfone, uma interface de áudio, um computador e ligação à Internet em banda larga para que dois ou mais músicos separados por milhares de quilometros colaborarem entre si numa jam session online¹ em tempo real. Estes programas podem inclusive facilitar a aprendizagem de um instrumento, ou colaborar para a gravação de albuns com artistas em continentes diferentes.

O programa foi idealizado por Justin Frankel (criador do Winamp, Gnutella e WASTE), o programa é compativel com Mac, Linux e Windows. Uma das maiores vantagens do programa é que o código fonte é aberto, assim todas as pessoas podem analisar a programação e contribuir com sugestões  para alguma modificação, uma das marcas da web 2.0.

Um problema ainda muito comum com o NINJAM e outros softwares desse tipo é que existe um pequeno intervalo no som que é enviado de um músico para outro, mas o NINJAM sai na frente por usar formas alternativas de contornar o problema. O formato utilizado na compressão de áudio é o Ogg Vorbis. O som é posteriormente enviado para um servidor que efetua o streaming para os outros participantes na sessão. O intervelo dura menos que um segundo, mas para evitar isso ao maximo apenas três usuarios podem se conectrar em um servidor.

Segundo alguns usuários do programa o que mais impressiona é a qualidade do som “Esperava que a qualidade do som fosse inferior, mas tive uma bela surpresa, o áudio estava incrível, toquei com dois usuários, um da Argentina e outro da Inglaterra e conseguia tocar e escutá-los perfeitamente”, diz Marcos Pires sobre sua experiência.

¹A palavra jam é a sigla de “jazz after midnight”, começou quando músicos de jazz, após o término do trabalho acompanhando cantores, orquestras e tal, se reuniam em clubes noturnos apenas para ficar tocando e improvisando sem compromisso… isso ficou conhecido como jam session

Anúncios

setembro 28, 2008

Internet 2.0

Filed under: Digitado — blogjoresthelaviana @ 2:20 pm
Tags: , ,

“Nós somos a Web”

Com a palavra Israel Souza, Webdesigner.

O que é internet 2.0? Seria a internet criada pela NASA?

Não, a idéia da internet 2.0 é bastante simples, inclusive a palavra simples está inserida no contexto. Tempos atrás se ouvia falar em interatividade, hoje em dia a palavra de peso é “relacionamento”. Essa também é a proposta da internet 2.0. A idéia da internet 2.0 sendo explicada de uma forma sintética, seria juntar a simplicidade com o relacionamento.

Quando essa internet 2.0 deve aparecer, ou será que já apareceu?

Eu posso responder essas questões com outra pergunta, que de certa forma se tornou até popular: Você tem Orkut? Já imagino sua resposta. Pois é, eu também tenho, o Orkut. É um dos vários sites que está contido no contexto da Internet 2.0, é um site simples e ao mesmo tempo de relacionamento. Lógico que, como disse, isso é apenas uma forma branda de se explicá-la.
O importante em toda essa história é que, o relacionamento, é o ponto chave dessa internet. Praticamente, sem ele, não existiria esse tipo de internet. Tem o objetivo de gerar uma “inteligência coletiva”.
Hoje, a tendência da web é convergir a essa idéia. As empresas hoje, têm que pensar dessa maneira ou ficarão para trás, acreditam os estudiosos da internet.
Por ser uma internet formada por opiniões, as chances de um serviço crescer com qualidade são óbvias. Posso citar até um exemplo. Imagine uma empresa que deseja verificar se seus produtos estão bem aceitos no mercado.
Umas das formas que essa empresa teria, de aferir o comportamento da clientela, passa pela pesquisa. Pesquisa significa custo, mais um custo. E qualquer empresário sabe que esse trabalho exige muita qualificação etc. Todavia, estando na “onda da web 2.0”,  as informações chegam sem maiores esforços e com enorme fidelidade.
Lembro-me de quando me falaram sobre o Orkut, logo participando desse universo, achei até estranha a pergunta: “Você tem Orkut?”
A palavra me soou como um palavrão.
Você deve ter percebido que nos primórdios do Orkut existiam muitos conflitos de informação etc: “Meu Orkut não sabe contar” (…); ” ‘não consigo entrar no meu Orkut” (…). Porém, o serviço ia melhorando de uma forma até rápida, uma vez que as reclamações eram postadas em comunidades, tópicos ou enviadas por e-mail para central do Orkut. Ou seja, o trabalho que os fundadores do Orkut deveriam ter com pesquisa de satisfação eles simplesmente não tiveram.
O exemplo acima é um simples, mas imagine a mesma situação ou outras do gênero numa corporação de pequeno porte ou gigantes dos negócios, como multinacionais.
Simplicidade é o alicerce. Para um bom projeto, seja ele um site, um brinquedo infantil ou equipamento de alta tecnologia, tudo precisa ser funcional. Tudo tem que ser, funcional. Isso não significa dizer que não observemos a estética. A beleza é fundamental. Hoje em dia estão nascendo sites com essa proposta, é o caso do Google, Youtube, Flickr e outros.
Hoje o internauta não quer saber de um topo em flash que demora horas pra carregar, ou uma página repleta de firulas, acrobacias e cores, tomando seu tempo e lhe aborrecendo. Agilidade, funcionalidade, tudo com o mínimo de esforço.
A Internet 2.0 não pára por aqui. Há muito o que se falar, e há muito o que se descobrir. É apenas uma nova era que está começando. Mas vale destacar aqui alguns pontos que são realidades sobre a Internet 2.0, lógico que não são pontos definidos, até porque essa web muda mais do que um bebê de fraldas.
Essa nova era está començando.
Internet 2.0, pense, contribua, opine. Se relacionar também é uma forma de poder.

setembro 18, 2008

Blog e jornalismo – A adequação

Filed under: Digitado — blogjoresthelaviana @ 12:08 pm
Tags: ,

“O negócio do jornal nunca foi botar papel em tinta, esse é o negócio das gráficas. O negócio do jornal é a Informação”.

Rosental Alves*

Os blogs vêm ganhando mais usuários a cada dia, assim como vêm aumentando as formas de utilização e os objetivos destas páginas. Eles nasceram como uma espécie de “querido diário”. Com a popularidade que este meio ganhou, a novidade que se inseriu foi uma nova roupagem para as páginas e o início de uma nova tendência jornalística.

Como toda novidade, os blogs estão longe de serem aceitos por todos. Entre jornalistas, estudantes e pesquisadores essa é uma discussão que tem dado “pano para manga”. A discussão se justifica, pois vários pontos importantes do jornalismo são sumariamente esquecidos por muitos blogueiros, assim como a objetividade e a neutralidade.

Não podemos afirmar, no entanto, que conteúdos opinativos são novidade na mídia e que estes não aparecem no nosso querido jornal de cada dia. A opinião sempre tem seu espaço resguardado no jornalismo convencional, embora sempre usada com muita cautela.

Na construção de um blog, a comunicação entre o escritor e o leitor é radicalmente diferente do que se via até bem pouco tempo, já que as duas partes estão em constante compartilhamento de informação em ambos os sentidos. O jornalismo deixa de ser apenas uma transmissão de informações e passa a ser uma comunicação pessoal e horizontal, com direito a réplica, tréplica…

O fato é que os blogs são uma realidade cada vez mais presente no dia a dia, e isso vem mexendo com as estruturas da mídia convencional. Algumas empresas jornalísticas já percebem essa situação e investem nessa nova forma de comunicação. A realidade que vemos é que muitos jornalistas estão virando blogueiros e muitos blogueiros estão desempenhando o papel de jornalistas.

Não podemos dizer que essa nova forma de jornalismo vá substituir o jornalismo convencional. Mas as empresas não podem ignorar essa nova realidade, pois aqueles que se negarem a se abrir para as novas mídias estão fadados a acabarem com um meio de comunicação defasado em suas mãos. Os blogs estão aí, informando e promovendo a comunicação em seu sentido maior.

*Rosental Calmon Alves é um experimentado jornalista brasileiro que participou do lançamento do primeiro jornal brasileiro na internet (Jornal do Brasil, 1995), foi correspondente do JB em Washington e, a partir de 1997, assumiu o posto de professor titular da cadeira de Jornalismo Online na Faculdade de Jornalismo da Universidade do Texas, em Austin.

agosto 26, 2008

Tipos e tipos…

Filed under: Digitado — blogjoresthelaviana @ 11:56 am
Tags:

 

Segunda a Wikipédia, temos que: “Provavelmente a maior diferença entre os blogs e a mídia tradicional é que os blogs compõem uma rede baseada em ligações – os links, propriamente. Todos os blogs por definição fazem ligação com outras fontes de informação, e mais intensamente, com outros blogs. Muitos blogueiros mantêm um “blogroll”, uma lista de blogs que eles frequentemente lêem ou admiram, com links diretos para o endereço desses blogs. Os blogrolls representam um excelente meio para observar os interesses e preferências do blogueiro dentro da blogosfera; os blogueiros tendem a utilizar seus blogrolls para ligar outros blogs que compartilham os mesmos interesses.”

Na busca por classificar se Blog é jornalismo ou não, esquecemos de nos questionar se isso não pode ser um novo meio para o jornalismo. A blogosfera atende aos mais variados interesses e da forma mais prática possível, assim atende-se ao público que deseja uma forma mais interativa, onde ele possa trocar informações e interagir com quem está escrevendo. Claro que com a possibilidade de todos se tornarem formadores de opnião nos vemos diante de um impasse, pois é impossivel analisar a credibilidade de quem está escrevendo… [continue.]

agosto 21, 2008

Brasil aprendeu tango com a Argentina e dançou nas Olimpíadas

Filed under: Digitado — blogjoresthelaviana @ 1:33 am
Tags: ,

Um dos mais famosos tangos Argentinos já diz tudo. (Aquele mesmo do Al Pacino)

Por Una Cabeza

[…]
Não esqueças, irmão,
Tu sabes, não é pra jogar.

[…]
Que me importa perder?

[…]
Quantos desenganos
Por uma cabeça.
Eu joguei mil vezes,
Não volto a insistir.

[…]
Basta de carreiras,
Se acabou a corrida.
Um final renhido

[…]
Eu me jogo inteiro.
Que posso eu fazer!

Que me importa perder? Que me importam os desenganos?
Mesmo com o fim de mais um sonho Olímpico, que posso eu fazer?
Sou brasileira, amaldiçôo o técnico, grito com os jogadores, quero quebrar a
televisão na hora do gol dos hermanos, mas mesmo com um final renhido volto a torcer e vibrar
no próximo jogo (obviamente esperando por uma postura mais defensiva e uma equipe mais rápida nos contra-ataques).

Alguém aí tem uma revistinha de palavras-cruzadas?
Como já diria aquela propaganda da política:
“Quatro anos é muito tempo, ainda mais quando as coisas não vão bem”.


Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.