Esthela Viana

dezembro 9, 2008

Entenda a fotografia artesanal

Filed under: Uncategorized — blogjoresthelaviana @ 11:13 am

Pinhole – do inglês, buraco de alfinete é o nome dado a uma antiga técnica que permite que uma fotografia seja tirada sem o auxílio de lentes, como as usadas nas máquinas fotográficas convencionais. Um pequeno furo substitui a lente nas câmeras artesanais, o que permite a formação da imagem em um câmara escura sem a presença de luz. O nome correto dessa técnica em português é Estenóptica, que vem do Grego ‘Stenos’, que significa estreito, apertado.

A projeção de imagens por este método é uma lei física conhecida há alguns séculos. Antes mesmo da descoberta da fotografia, no século XIX, as projeções pinhole já eram usadas cientificamente para a visualização de eclipses e no estudo das estrelas; no campo das artes, as imagens pinhole serviam de molde para os pintores paisagistas, como modo de gravar o momento que iria ser reproduzido.

David Brewster, um cientista escocês, foi o primeiro a fazer fotografias com “pinhole”, já em 1850. Ele próprio inventou a palavra “pinhole”, ou o “pin-hole” com um hífen. William Crookes, John Spiller e William de Wiveleslie Abney, todos na Inglaterra, foram fotógrafos pioneiros que tentaram utilizar esta técnica. As fotografias mais antigas de “pinhole” foram feitas pelo arqueólogo inglês Flinders Petrie durante suas escavações no Egito em 1880.

Por volta do início dos anos de 1880, as diferentes escolas se evidenciaram na fotografia. “A escola velha” acreditou no foco nítido e em lentes boas; “a escola nova” experimentou a fotografia de “pinhole”. Em 1890, a fotografia de “pinhole” de George Davison, “A Velha Fazenda” (chamado mais tarde O Campo da Cebola ), ganhou o primeiro prêmio na exibição anual da sociedade fotográfica de Londres.

m196700800006 “The Onion Field”, 1890

A foto de “pinhole” tornou-se popular em 1890. Muitas câmaras foram produzidas e vendidas na Europa, Estados Unidos e Japão. Mesmo assim, a fotografia Estenóptica foi praticamente esquecida até a metade do século XX. Somente na década de 60 a técnica passaria a ser utilizada novamente, como forma de expressão alternativa e ferramenta de criação, como é usada até hoje.

Qualquer espaço vedado, para evitar a entrada da luz, pode servir como câmara escura: de latas e caixas até uma geladeira ou um carro. Para cada espaço existe um tamanho de furo apropriado para que a projeção da imagem se dê de forma nítida. Este furo pode ser determinado através de uma fórmula matemática relacionada às dimensões do recipiente escolhido. O recipiente furado passa então a ser uma câmara escura, com a qual todos podem produzir fotografias, somente colocando filme ou papel fotográfico no seu interior.

O furo que é feito no recipiente é sempre minúsculo se comparado ao tamanho da câmara escura; por isso a fotografia pinhole requer um tempo muito maior de exposição do filme se comparado ao ‘click’ da câmera. No início é preferível que as câmeras sejam feitas com latas de leite em pó metálicas, que são forradas ou pintadas de preto e furadas. O furo é feito em uma folha  de alumínio com um alfinete, e esta folha é fixada com fita isolante a um furo maior feito na lata com prego e martelo. No interior da lata é colocado papel fotográfico preto-e-branco. Depois que a técnica é dominada começam as aventuras que a arte oferece.

Projetar e construir e usar câmeras para aplicar a técnica de pinhole é um grande prazer. Mais que uma forma romântica de fotografar, sair a campo com uma máquina estenopéica é uma proposta interessante, mesmo nas mãos de um interessado sem grandes pretensões artísticas, permite a elaboração de algo que foge à mesmice do que a fotografia convencional consegue fazer.

Anúncios

outubro 28, 2008

Notas curtas – Blogging Journalists

Filed under: Uncategorized — blogjoresthelaviana @ 11:35 am

Manter um blog afeta a maneira como o jornalista atua em outras mídias. Essa é a afirmação de uma pesquisa sobre a relação entre jornalistas / blogueiros. A pesquisa ouviu cerca de 200 profissionais de 30 países. Os resultados da pesquisa apontaram que a experiência de ‘blogar’ mudou a forma como jornalistas pensam e trabalham suas pautas e o seu modo de escrever. A pesquisa mostrou que essas mudanças são mais perceptíveis no caso de jornalistas freelancers e de profissionais que atuam na internet. A pesquisa ‘Blogging Journalists‘ é ampla e analisa também se o fato de manter um blog provocou mudanças na forma do jornalista apurar, produzir a noticia, se relacionar com a audiência etc. Leia mais sobre a relação entre blogs e o jornalismo aqui.

Notas curtas – web 2.0

Filed under: Uncategorized — blogjoresthelaviana @ 11:21 am

A novidade entre os músicos este ano é um novo programa chamado NINJAM. Ele é um programa que permite uma colaboração criativa para criar músicas de verdade entre os usuários via Internet. Cada participante pode escutar o outro usuário, e também incrementar com sua mixagem pessoal. O programa usa áudio comprimido e permite que você trabalhe com qualquer instrumento. Você pode cantar, tocar piano, saxofone ou uma guitarra de verdade com qualquer efeito e tipo de amplificação que preferir. Uma das maiores vantagens do programa é que o código fonte é aberto, assim todas as pessoas podem analisar a programação e contribuir com sugestões  para alguma modificação, uma das marcas da web 2.0. Leia a matéria completa aqui.

agosto 14, 2008

O Incrível Hulk vira verde e amarelo

Filed under: Uncategorized — blogjoresthelaviana @ 1:48 pm
Tags:

Para os fãs do quadrinho “O Incrível Hulk” o filme pode parecer uma decepção, mas para os mais desavisados que entram no cinema apenas para deixar o mundo em segundo plano o filme é pleno de surpresas.

O longa tem inicio explicando como o intrépido cientista Bruce Banner foi amaldiçoado pela radiação gama que o transformou no verdíssimo (e cada ver mais forte) Hulk. Durante essa cena, acompanhamos a namorada do nosso protagonista, a Dra. Betty Ross,  que quase morre durante o primeiro surto de Bruce. Este por sua vez foge ao descobrir que o pai da garota, o General Thunderbolt Ross, pretende usar sua peculiar condição como uma arma de guerra.

Em dois logos anos de fuga Banner chega ao Rio de Janeiro, onde ele inicia a busca por uma planta tupiniquim que poderá livrá-lo da radiação. Enquanto isso, para não ficar com muito tempo ocioso ele treina artes marciais para relaxar. E claro que nosso herói não poderia viver sem dinheiro, assim ele arruma um emprego em fábrica de guaraná, onde conhece uma estonteante morena (a atriz brasileira Débora Nascimento). No entanto, em um péssimo dia para o desafortunado cientista, além de um cabelo rebelde ele participa de um acidente que  coloca o exército novamente em sua cola.

No filme a favela da Rocinha tem uma participação muito especial logo do inicio da nossa aventura. Esta aparição brasileira acrescenta ao blockbuster uma oportunidade única de ver o talento das equipes brasileiras que realizaram as filmagens, além do português improvisado pelos americanos que fizeram o papel de moradores da favela.  Essas cenas por si só já fazem valer o ingresso da sessão. Quem sabe numa próxima aventura o nosso amigo Golias Esmeralda possa até topar com o Capitão Nascimento e sua tropa de elite antes de encontrar o Capitão América e o resto da trupe da Marvel.

Em relação ao primeiro filme da franquia o filme evoluiu pouco. Mesmo com esse pequeno detalhe o filme conta com uma edição muito bem feita, que faz com que o loga tenha duas caracteristícas que a Marvel e o diretor (Edward Norton) desejavam: Ação e História. Sendo assim só podemos declarar: “Hulk esmaga!”.

Hello world!

Filed under: Uncategorized — blogjoresthelaviana @ 12:45 pm

Welcome to WordPress.com. This is your first post. Edit or delete it and start blogging!

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.